Fico impressionada com o tanto que as pessoas andam vivendo (conscientes ou não) em função de sustentar suas próprias carências, custe o que custar.
É fato que hoje a maior luta de grande parte dos seres humanos não é contra algo material, mas contra seu próprio coração, seu próprio vazio.
"Somos os filhos do meio da História da Humanidade, sem grandes propósitos, sem lugares. Nós não temos mais grandes guerras mundiais, nem grandes depressões. Nossa guerra é a guerra espiritual, e nossas depressões são o vácuo que transformamos nossas vidas." (Tyler Durden, Fight Club)
Gastam fortunas e fortunas em função de tentar colocar um bad-aid caríssimo em cima das próprias feridas abertas. Compram aventuras, paixões, prostitutas, amigos, wiskey, enfim, qualquer coisa que faça com que a convivência com a carência excessiva se torne ao menos...suportável. E aí vem a falsa sensação de alegria.
A mentira de uma suposta satisfação, que na verdade, não passa de uma venda, não passa de um curativo que faz as feridas ficarem menos visíveis e mentirmos pra nós mesmos que elas não estão mais lá, latejando, porém tampadas, só esperando o primeiro tombo, ou a primeira falha inevitável dos anestésicos acontecer.
Estamos em uma geração onde o órgão sexual não é mais um pênis ou uma vagina, é um carro, uma roupa de marca, uma bebida cara.
"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."
(Fiodor Dostoievski)
Os relacionamentos deixaram de ser verdadeiros, não há mais a disposição de amar, e sim de ser amado, de se sentir amado e achamos que dessa forma estamos amando, quando na verdade, estamos apenas nos masturbando. Dizemos eu te amo para nosso objeto, e muitas vezes acabamos acreditando ou nos iludindo nessa mentira.
Na verdade, muitos amam apenas a si, e os supostos "eu te amos" são um instrumento para satisfação da sua carência, expressar algo que conforta apenas a si, na ilusão de que também está amando alguém de verdade.
"Somos uma geração fraca de Homens sendo criados por mulheres. É preciso e é verdadeiro se apegar emocionalmente a outra pessoa que precisamos para sermos felizes? Não há outros métodos?" (Tyler Durden, Fight Club)
Infelizmente, muitos não conseguem a felicidade consigo, não conseguem se satisfazerem sem usar uma cobaia. Constantemente vivem se entregando á pessoas-objetos de satisfação pessoal, uma atrás da outra em busca de uma cura.
O companheiro(a), o namorado(a), o(a) cônjuge se tornaram apenas míseros objetos de realização pessoal. É preciso escolher o de melhor marca ou o que mais alimenta seus enganos mal resolvidos para que assim, haja uma ilusão de realização, que não dura muito tempo.
Usamos pessoas e objetos (se é que há uma diferenciação de ambos) como drogas, viciantes. Viciamos nos nossos relacionamentos falsos, nas libertinagens e em coisas caras que aplicamos, sentimos o prazer, ficamos satisfeitos por um tempo, até que o efeito passa, o vazio volta, vem as consequências, e mesmo assim acabamos pedindo mais e nos alimentando mais dessas drogas de falsa plenitude.
Nos dizem para fazer tais faculdades, entrar em determinados empregos, gostarmos de certas músicas, nos comportarmos de uma certa forma pois assim seremos aceitos, assim conseguiremos mais fácil uma presa para sustentar nossas carências, assim faremos com que alguém se apaixone mais fácil pela nossa casca, assim vão nos "amar".
Precisamos pecar, precisamos tomar porre e passar de mão em mão, nessa chamada libertinagem que não passa de um moralismo e de regras de aceitação disfarçadas. Se tomarmos poucos goles não temos amigos, se não nos deliciarmos com uma bela presa somos condenados, e é isso a tal da liberdade?
Estamos presos, de fato. E não queremos nos soltar. Temos medo de choro, temos medo de sentir uma breve dor, temos medo de perder, medo de perder status, medo de ficar sozinhos. Medo de coisas fáceis de driblar, coisas temporárias, lições de vida, mas que precisa de coragem, e isso sim é difícil de encontrar em um mundo de covardes onde por causa dos medinhos fracos preferem se prender e deixar pessoas presas e subordinadas ás nossas próprias carências. Trocam a anestesia momentânea e mentirosa por uma cura, e a cura funciona como uma cirurgia de retirada de nódulos, o pós dói, fica dolorido por um breve momento, mas há a libertação.
E quem está disposto a se libertar?
"Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?
Digo: evolua, mesmo se você desmoronar por dentro."
(Fight Club)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Boemia Time
Como a boa boêmia que sou, estou aqui uma hora dessas lendo letras, poemas e sonetos, e mexendo nos registos do blog, vou listar aqui algumas das músicas e poemas que eu já coloquei aqui.
Anos Dourados - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/anos-dourados.html
A Rosa Desfolhada - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/rosa-desfolhada.html
Soneto de Separação - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/soneto-de-separacao.html
Eu Te Amo - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/eu-te-amo-por-chico-e-tom.html
Ausência - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/ausencia.html
Anos Dourados - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/anos-dourados.html
A Rosa Desfolhada - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/rosa-desfolhada.html
Soneto de Separação - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/soneto-de-separacao.html
Eu Te Amo - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/eu-te-amo-por-chico-e-tom.html
Ausência - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/ausencia.html
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
"Pack up all my cares and woes, here I go singing low, bye, bye blackbird.
Where somebody waits for me, sugar's sweet, so is he, bye, bye blackbird.
No one here can love and understand me, oh, what hard luck stories they all hand me,
Make my bed and light the light, I'll arrive late tonight, blackbird bye, bye..."
Where somebody waits for me, sugar's sweet, so is he, bye, bye blackbird.
No one here can love and understand me, oh, what hard luck stories they all hand me,
Make my bed and light the light, I'll arrive late tonight, blackbird bye, bye..."
domingo, 2 de agosto de 2009
A Falsa Inteligência
Cansei de falsa inteligência.
E lamentável que para muitos inteligência seja sinônimo de dizer discursos clichês, decorados e bem apresentados.
Se alguém diz frases ou conceitos de um determinado autor ou apresenta idéias já formadas, é considerado inteligente. E desde quando inteligência é sinônimo de ejacular com os genitais dos outros? (pra falar de uma forma mais educada)
A última coisa que eu quero ser é um livro ambulante sem minha própria autoria.
Capacidade de raciocínio não é acumular um estoque de conceitos formados e raciocinar não é expelir um angú de idéias dos outros.
Todos os pensadores que já existiram foram de extrema importância, principalemente para que outros viessem e amadurecessem ou aproveitassem seus conceitos para formar novos. É aí que muita gente trava, ao formar novos. Não conseguem porque sua capacidade está limitada, pensam com o cérebro alheio e não fazem conceitos de autoria própria. Isso sim, pra mim, é burrice.
Dizer belas frases burramente, vazias e sem um pensamento de fato.
Pensar não é decorar. Pensar não é tabuada.
Me dá uma preguiça tremenda quando estou em uma roda de pessoas que começam a expelir palavras alheias e com uma assinatura no final, isso é chato. Não há masturbação de intelecto, portanto não há um prazer, não há um estímulo real e como consequencia, não há uma ejaculação de conceitos novos, frescos e próprios.
Eu não penso como fulano ou ciclano, eu penso como eu mesma, e particularmente, não temo em discordar de grandes autores ou dizer que muitos deles me entediam e tem conceitos furados.
Creio que este é um dos motivos pelos quais o mundo se torna cada vez mais burro. Aonde estão os pensadores? Aonde estão as novidades? Aonde está a inteligência com identidade? Aonde estão as evoluções? Estacionamos, de fato.
Não tomo para mim limitações baseadas em cérebros de autores ou de conceitos formados e formatados, eu crio os meus. Eu tenho uma assinatura.
E lamentável que para muitos inteligência seja sinônimo de dizer discursos clichês, decorados e bem apresentados.
Se alguém diz frases ou conceitos de um determinado autor ou apresenta idéias já formadas, é considerado inteligente. E desde quando inteligência é sinônimo de ejacular com os genitais dos outros? (pra falar de uma forma mais educada)
A última coisa que eu quero ser é um livro ambulante sem minha própria autoria.
Capacidade de raciocínio não é acumular um estoque de conceitos formados e raciocinar não é expelir um angú de idéias dos outros.
Todos os pensadores que já existiram foram de extrema importância, principalemente para que outros viessem e amadurecessem ou aproveitassem seus conceitos para formar novos. É aí que muita gente trava, ao formar novos. Não conseguem porque sua capacidade está limitada, pensam com o cérebro alheio e não fazem conceitos de autoria própria. Isso sim, pra mim, é burrice.
Dizer belas frases burramente, vazias e sem um pensamento de fato.
Pensar não é decorar. Pensar não é tabuada.
Me dá uma preguiça tremenda quando estou em uma roda de pessoas que começam a expelir palavras alheias e com uma assinatura no final, isso é chato. Não há masturbação de intelecto, portanto não há um prazer, não há um estímulo real e como consequencia, não há uma ejaculação de conceitos novos, frescos e próprios.
Eu não penso como fulano ou ciclano, eu penso como eu mesma, e particularmente, não temo em discordar de grandes autores ou dizer que muitos deles me entediam e tem conceitos furados.
Creio que este é um dos motivos pelos quais o mundo se torna cada vez mais burro. Aonde estão os pensadores? Aonde estão as novidades? Aonde está a inteligência com identidade? Aonde estão as evoluções? Estacionamos, de fato.
Não tomo para mim limitações baseadas em cérebros de autores ou de conceitos formados e formatados, eu crio os meus. Eu tenho uma assinatura.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Namorando-me
Nunca estive tão feliz com meu estado civil! hehehe!
Mas nem sempre foi assim. Antes eu tinha a necessidade de alguém do meu lado, carência. E ainda disfarçava isso pagando de durona.
Hoje, to tão feliz comigo mesma, com minha aparência, com minhas conquistas, com meus amigos, com minha vida no geral, que eu não necessito mais de alguém pra me suprir.
Tem gente que se ficar mais de 3 meses sem alguém já entra em desepero, fala que tá encalhada(o), gente, vive a vida!
Já fazem 8 meses que eu me encontro muito bem solteira, obrigada. E nesse tempo não deixaram de surgir N pessoas interessantes e oportunidades, mas eu estou em um momento de me namorar! haha! Curtir a mim mesma, me descobrir, sem plena comigo.
Acho que só quando uma pessoa consegue ser plena consigo que está pronta pra entrar de cara em um relacionamento. Caso o contrário, as expectativas vão estar em outra pessoa, e se essa pessoa te decepcionar ou sumir, causa desespero, a tampa que estava tampando os buracos saem. E hoje em dia, o que eu quero pra um relacionamento é ser para alguém, é me doar, completar e não usar alguém de band-aid!
Já errei muito colocando expectativas de felicidade em pessoas, e não quero cometer isso de novo. Eu primeiro quero que eu mesma me faça feliz.
Estou naqueles momentos de curtir totalmente a vida, estou me descobrindo como nunca, aproveitando como nunca, e neste momento, não imagino alguém do meu lado, e digo mais, não quero, por enquanto! Claro, imprevistos acontecem, mas não são meus planos pra agora.
E quer saber, como é bom namorar-se...!!
Mas nem sempre foi assim. Antes eu tinha a necessidade de alguém do meu lado, carência. E ainda disfarçava isso pagando de durona.
Hoje, to tão feliz comigo mesma, com minha aparência, com minhas conquistas, com meus amigos, com minha vida no geral, que eu não necessito mais de alguém pra me suprir.
Tem gente que se ficar mais de 3 meses sem alguém já entra em desepero, fala que tá encalhada(o), gente, vive a vida!
Já fazem 8 meses que eu me encontro muito bem solteira, obrigada. E nesse tempo não deixaram de surgir N pessoas interessantes e oportunidades, mas eu estou em um momento de me namorar! haha! Curtir a mim mesma, me descobrir, sem plena comigo.
Acho que só quando uma pessoa consegue ser plena consigo que está pronta pra entrar de cara em um relacionamento. Caso o contrário, as expectativas vão estar em outra pessoa, e se essa pessoa te decepcionar ou sumir, causa desespero, a tampa que estava tampando os buracos saem. E hoje em dia, o que eu quero pra um relacionamento é ser para alguém, é me doar, completar e não usar alguém de band-aid!
Já errei muito colocando expectativas de felicidade em pessoas, e não quero cometer isso de novo. Eu primeiro quero que eu mesma me faça feliz.
Estou naqueles momentos de curtir totalmente a vida, estou me descobrindo como nunca, aproveitando como nunca, e neste momento, não imagino alguém do meu lado, e digo mais, não quero, por enquanto! Claro, imprevistos acontecem, mas não são meus planos pra agora.
E quer saber, como é bom namorar-se...!!
Vou confessar uma coisa.
Eu tava morrendo de vontade de pegar minha matulinha e vazar fora. Não da cidade, mas do centro da vontade de Deus. Ir conhecer coisas novas, experiencias novas, chutar o pau da barraca mesmo.
Não que minha vida esteja ruim, na verdade tá muito boa. Mas devido á duvidas.
É impressionante como dúvidas podem ser grandes aliadas e grandes inimigas ao mesmo tempo.
Eu tava morrendo de vontade de pegar minha matulinha e vazar fora. Não da cidade, mas do centro da vontade de Deus. Ir conhecer coisas novas, experiencias novas, chutar o pau da barraca mesmo.
Não que minha vida esteja ruim, na verdade tá muito boa. Mas devido á duvidas.
É impressionante como dúvidas podem ser grandes aliadas e grandes inimigas ao mesmo tempo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Apagam?
Se fosse pra eu guardar ressentimentos das pessoas que eu confiei e não deveria ter confiado, eu seria totalmente amargurada e infeliz.
Não nego que vez ou outra essas questões vem na minha cabeça e me deixam bastante incomodada. Mas logo passa.
Ontem foi um dia que eu resolvi parar pra pensar nisso.
Eu sou uma pessoa do tipo que pensa mais em quem eu gosto do que em mim mesma, se eu resolvo amar alguém então, nem se fala. Talvez isso seja um defeito.
Fico olhando pra situações nas quais eu entreguei a minha vida por alguém, que eu entreguei todos os meus esforços, força, ajuda, dei minha mão e o resto do braço, dei abraços, derrubei e enxuguei lágrimas, dei madrugadas à claro, orações, me sacrifiquei em N áreas, abri mão de muitas coisas (desde pessoas até materiais), abri mão de planos... Mas que derrepente tudo isso é esquecido por completo. E as vezes, não só esquecido como invertido, se é que me entendem. Tudo que empenhei de bom, na cabeça de algumas pessoas, foram convertidas em algo ruim... sei lá, isso é tão estranho.
Como se houvesse um filtro onde tudo de bom foi pro ralo, e só sobraram as coisas ruins. Só existem lembranças das coisas ruins, e essas coisas fazem com que quem guardou tais mágoas, digam coisas incrivelmente frias, sem consideração, injustas, julgadoras e que machucam.
Quando eu vejo uma dessas pessoas que teve um alto valor pra mim e que eu definitivamente me entreguei dizendo palavras sem nenhum pingo de gratidão e com a intenção de me julgar, condenar e machucar, elas realmente entram em mim como um punhal. Creio que de fato é.
Quando você decide amar alguém e se entregar pra essa pessoa, jamais imagina que um dia ela vá te apunhalar pelas costas e dizer palavras tão...absurdas.
É nessas horas que eu vejo que a ação e o comportamento de alguns são baseados nas emoções de momento. Pessoas que não sabem guardar gratidão, afeto ou consideração, essas coisas são válidas apenas nos momentos onde há tais emoções ou tais sentimentos, e quando estes se vão, elas se vão junto.
Não consigo entender a cabeça de algumas pessoas, não mesmo.
São nessas horas que eu me questiono sobre o caráter dos mesmos.
Dentro desse bolo todo é muito fácil ficar com rancores e mágoas, mas eu prefiro ignorar, largar de mão, deixar de lado. Não quero acabar como essas pessoas que ficam guardando só coisas ruins, amarguradas, que não perdoam de fato. O que essas pesosas me fizeram de bom aconteceu e tá guardado, nada apaga, nem o que foi ruim, nem mesmo as apunhaladas. Por mais que fiquem difíceis de enxergar, ou encobertas por alguma tristeza repentina, elas existem.
Sabe, eu sei que vou continuar me entregando pra quem eu gosto, existem pessoas que dão valor nisso, e elas merecem isso tudo e muito mais. Tenho amigos preciosos, pessoas que reconhecem o valor, amigos que pode acontecer a birga mais feia ou ficarmos na maior das distancias que nada altera a essencia, nada apaga o que há de bom.
E sem mágoas, de página virada, eu vou continuar amando e encontrando quem dê valor ao que é verdadeiro, independente de emoções e sentimentos momentaneos.
"Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!"(Jer 17:5)
Não nego que vez ou outra essas questões vem na minha cabeça e me deixam bastante incomodada. Mas logo passa.
Ontem foi um dia que eu resolvi parar pra pensar nisso.
Eu sou uma pessoa do tipo que pensa mais em quem eu gosto do que em mim mesma, se eu resolvo amar alguém então, nem se fala. Talvez isso seja um defeito.
Fico olhando pra situações nas quais eu entreguei a minha vida por alguém, que eu entreguei todos os meus esforços, força, ajuda, dei minha mão e o resto do braço, dei abraços, derrubei e enxuguei lágrimas, dei madrugadas à claro, orações, me sacrifiquei em N áreas, abri mão de muitas coisas (desde pessoas até materiais), abri mão de planos... Mas que derrepente tudo isso é esquecido por completo. E as vezes, não só esquecido como invertido, se é que me entendem. Tudo que empenhei de bom, na cabeça de algumas pessoas, foram convertidas em algo ruim... sei lá, isso é tão estranho.
Como se houvesse um filtro onde tudo de bom foi pro ralo, e só sobraram as coisas ruins. Só existem lembranças das coisas ruins, e essas coisas fazem com que quem guardou tais mágoas, digam coisas incrivelmente frias, sem consideração, injustas, julgadoras e que machucam.
Quando eu vejo uma dessas pessoas que teve um alto valor pra mim e que eu definitivamente me entreguei dizendo palavras sem nenhum pingo de gratidão e com a intenção de me julgar, condenar e machucar, elas realmente entram em mim como um punhal. Creio que de fato é.
Quando você decide amar alguém e se entregar pra essa pessoa, jamais imagina que um dia ela vá te apunhalar pelas costas e dizer palavras tão...absurdas.
É nessas horas que eu vejo que a ação e o comportamento de alguns são baseados nas emoções de momento. Pessoas que não sabem guardar gratidão, afeto ou consideração, essas coisas são válidas apenas nos momentos onde há tais emoções ou tais sentimentos, e quando estes se vão, elas se vão junto.
Não consigo entender a cabeça de algumas pessoas, não mesmo.
São nessas horas que eu me questiono sobre o caráter dos mesmos.
Dentro desse bolo todo é muito fácil ficar com rancores e mágoas, mas eu prefiro ignorar, largar de mão, deixar de lado. Não quero acabar como essas pessoas que ficam guardando só coisas ruins, amarguradas, que não perdoam de fato. O que essas pesosas me fizeram de bom aconteceu e tá guardado, nada apaga, nem o que foi ruim, nem mesmo as apunhaladas. Por mais que fiquem difíceis de enxergar, ou encobertas por alguma tristeza repentina, elas existem.
Sabe, eu sei que vou continuar me entregando pra quem eu gosto, existem pessoas que dão valor nisso, e elas merecem isso tudo e muito mais. Tenho amigos preciosos, pessoas que reconhecem o valor, amigos que pode acontecer a birga mais feia ou ficarmos na maior das distancias que nada altera a essencia, nada apaga o que há de bom.
E sem mágoas, de página virada, eu vou continuar amando e encontrando quem dê valor ao que é verdadeiro, independente de emoções e sentimentos momentaneos.
"Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!"(Jer 17:5)
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