quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Porques

Eu queria que descesse um anjo, Jesus mateiralizasse ou me fizesse ter uma experiência tipo "A Cabana" pra responder todos os meus porquês.
Acho que o que eu mais tenho dito ultimamente é "por que?".
Durante muito tempo na minha vida isso soou como imaturidade e eu nunca havia entendido quem se perdia no meio de algumas dúvidas. Sim, tudo está revelado na palavra de Deus, é fato. Mas no dia a dia, nas confusões e contradições, é que as coisas não ficam tão claras assim.
Eu confesso que ando mergulhada e as vezes sufocada no meio de tantos porques e adimito que está sendo a experiência mais nova e sufocante de toda a minha vida.
Já gritei: "DEUS!!! Porque você não me responde com clareza?"
Enteder a subjetividade com que as coisas se revelam as vezes não tarefa fácil e envolve riscos. Existem as inseguranças de não saber o que é verdade, o que vem e não vem de mim, o que é a voz de Deus e o que não é, o que está acontecendo de verdade.
E eu achando que já conhecia coisas o suficiente para nunca entrar em parafuso, me enganei.

Quando eu souber responder isso tudo, eu termino o texto.
To com vontade de escrever tanta coisa mas que seria um crime contra mim mesma fazer isso.
Até pensei em escrever alguma coisa mas não to conseguindo trabalhar bem as palavras nem assuntos, então deixa passar!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Medo

Medo é tão inevitável as vezes...
Hoje eu to com aquela sensação de insegurança gigantesca. Uma das piores coisas no mundo é não ter certezas.
E no momento, eu não tenho certeza de nada, só to com medo.
As vezes penso que esperar o pior é o mais seguro.

To numa situação onde tenho coisas boas pra lembrar, mas tenho medo de traze-las á memoria e elas se voltarem contra mim de forma dolorida. Vontade de lembrar, mas com medo.
Acho que as vezes eu prefiro usar as memórias ruins pra me proteger. Tem situações que lembrar e pensar em coisas ruins sobre algo é a melhor forma de combater uma potencial dor que pode vir, as vezes também serve pra fazer esquecer certas coisas e desanimar de coisas que as vezes ficam difíceis de sair ou que são um risco a correr. Já corri tantos e me machuquei com tantos que não sei bem como está minha disposição para riscos.

É tão frustrante querer lembrar e pensar em algo bom mas ter que optar por não fazer isso. E pior, optar por fazer o oposto, pensar só nas coisas ruins. Auto-proteção.

É tão ruim ser obrigada a lutar contra minhas vontades e contra o que eu sinto. Mas sei que é pro meu próprio bem.

Não sou do tipo que declara derrota de primeira ou que desiste fácil, mas as vezes desistência é necessário quando a situação é simplesmente impossível e seria burrice e masoquismo insistir.

Estou muito bem de vida, obrigada. Mas as vezes alguns fantasmas assombram.

Algumas coisas que eu declarei mortas mas que as vezes, quando vêm a memória, me assustam.

É, estou com alguns medos e ainda procurando uma fórmula de acabar com eles.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Carência, Um câncer do novo mundo

Fico impressionada com o tanto que as pessoas andam vivendo (conscientes ou não) em função de sustentar suas próprias carências, custe o que custar.
É fato que hoje a maior luta de grande parte dos seres humanos não é contra algo material, mas contra seu próprio coração, seu próprio vazio.

"Somos os filhos do meio da História da Humanidade, sem grandes propósitos, sem lugares. Nós não temos mais grandes guerras mundiais, nem grandes depressões. Nossa guerra é a guerra espiritual, e nossas depressões são o vácuo que transformamos nossas vidas." (Tyler Durden, Fight Club)

Gastam fortunas e fortunas em função de tentar colocar um bad-aid caríssimo em cima das próprias feridas abertas. Compram aventuras, paixões, prostitutas, amigos, wiskey, enfim, qualquer coisa que faça com que a convivência com a carência excessiva se torne ao menos...suportável. E aí vem a falsa sensação de alegria.
A mentira de uma suposta satisfação, que na verdade, não passa de uma venda, não passa de um curativo que faz as feridas ficarem menos visíveis e mentirmos pra nós mesmos que elas não estão mais lá, latejando, porém tampadas, só esperando o primeiro tombo, ou a primeira falha inevitável dos anestésicos acontecer.

Estamos em uma geração onde o órgão sexual não é mais um pênis ou uma vagina, é um carro, uma roupa de marca, uma bebida cara.

"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."
(Fiodor Dostoievski)

Os relacionamentos deixaram de ser verdadeiros, não há mais a disposição de amar, e sim de ser amado, de se sentir amado e achamos que dessa forma estamos amando, quando na verdade, estamos apenas nos masturbando. Dizemos eu te amo para nosso objeto, e muitas vezes acabamos acreditando ou nos iludindo nessa mentira.
Na verdade, muitos amam apenas a si, e os supostos "eu te amos" são um instrumento para satisfação da sua carência, expressar algo que conforta apenas a si, na ilusão de que também está amando alguém de verdade.

"Somos uma geração fraca de Homens sendo criados por mulheres. É preciso e é verdadeiro se apegar emocionalmente a outra pessoa que precisamos para sermos felizes? Não há outros métodos?" (Tyler Durden, Fight Club)

Infelizmente, muitos não conseguem a felicidade consigo, não conseguem se satisfazerem sem usar uma cobaia. Constantemente vivem se entregando á pessoas-objetos de satisfação pessoal, uma atrás da outra em busca de uma cura.
O companheiro(a), o namorado(a), o(a) cônjuge se tornaram apenas míseros objetos de realização pessoal. É preciso escolher o de melhor marca ou o que mais alimenta seus enganos mal resolvidos para que assim, haja uma ilusão de realização, que não dura muito tempo.

Usamos pessoas e objetos (se é que há uma diferenciação de ambos) como drogas, viciantes. Viciamos nos nossos relacionamentos falsos, nas libertinagens e em coisas caras que aplicamos, sentimos o prazer, ficamos satisfeitos por um tempo, até que o efeito passa, o vazio volta, vem as consequências, e mesmo assim acabamos pedindo mais e nos alimentando mais dessas drogas de falsa plenitude.

Nos dizem para fazer tais faculdades, entrar em determinados empregos, gostarmos de certas músicas, nos comportarmos de uma certa forma pois assim seremos aceitos, assim conseguiremos mais fácil uma presa para sustentar nossas carências, assim faremos com que alguém se apaixone mais fácil pela nossa casca, assim vão nos "amar".
Precisamos pecar, precisamos tomar porre e passar de mão em mão, nessa chamada libertinagem que não passa de um moralismo e de regras de aceitação disfarçadas. Se tomarmos poucos goles não temos amigos, se não nos deliciarmos com uma bela presa somos condenados, e é isso a tal da liberdade?

Estamos presos, de fato. E não queremos nos soltar. Temos medo de choro, temos medo de sentir uma breve dor, temos medo de perder, medo de perder status, medo de ficar sozinhos. Medo de coisas fáceis de driblar, coisas temporárias, lições de vida, mas que precisa de coragem, e isso sim é difícil de encontrar em um mundo de covardes onde por causa dos medinhos fracos preferem se prender e deixar pessoas presas e subordinadas ás nossas próprias carências. Trocam a anestesia momentânea e mentirosa por uma cura, e a cura funciona como uma cirurgia de retirada de nódulos, o pós dói, fica dolorido por um breve momento, mas há a libertação.
E quem está disposto a se libertar?

"Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?
Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?
Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?
Digo: evolua, mesmo se você desmoronar por dentro."

(Fight Club)

Boemia Time

Como a boa boêmia que sou, estou aqui uma hora dessas lendo letras, poemas e sonetos, e mexendo nos registos do blog, vou listar aqui algumas das músicas e poemas que eu já coloquei aqui.

Anos Dourados - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/anos-dourados.html

A Rosa Desfolhada - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/03/rosa-desfolhada.html

Soneto de Separação - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/soneto-de-separacao.html

Eu Te Amo - Chico Buarque e Tom Jobim
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/eu-te-amo-por-chico-e-tom.html

Ausência - Vinícius de Moraes
http://goamandago.blogspot.com/2009/04/ausencia.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Pack up all my cares and woes, here I go singing low, bye, bye blackbird.
Where somebody waits for me, sugar's sweet, so is he, bye, bye blackbird.
No one here can love and understand me, oh, what hard luck stories they all hand me,
Make my bed and light the light, I'll arrive late tonight, blackbird bye, bye..."

domingo, 2 de agosto de 2009

A Falsa Inteligência

Cansei de falsa inteligência.
E lamentável que para muitos inteligência seja sinônimo de dizer discursos clichês, decorados e bem apresentados.
Se alguém diz frases ou conceitos de um determinado autor ou apresenta idéias já formadas, é considerado inteligente. E desde quando inteligência é sinônimo de ejacular com os genitais dos outros? (pra falar de uma forma mais educada)
A última coisa que eu quero ser é um livro ambulante sem minha própria autoria.
Capacidade de raciocínio não é acumular um estoque de conceitos formados e raciocinar não é expelir um angú de idéias dos outros.
Todos os pensadores que já existiram foram de extrema importância, principalemente para que outros viessem e amadurecessem ou aproveitassem seus conceitos para formar novos. É aí que muita gente trava, ao formar novos. Não conseguem porque sua capacidade está limitada, pensam com o cérebro alheio e não fazem conceitos de autoria própria. Isso sim, pra mim, é burrice.
Dizer belas frases burramente, vazias e sem um pensamento de fato.
Pensar não é decorar. Pensar não é tabuada.
Me dá uma preguiça tremenda quando estou em uma roda de pessoas que começam a expelir palavras alheias e com uma assinatura no final, isso é chato. Não há masturbação de intelecto, portanto não há um prazer, não há um estímulo real e como consequencia, não há uma ejaculação de conceitos novos, frescos e próprios.
Eu não penso como fulano ou ciclano, eu penso como eu mesma, e particularmente, não temo em discordar de grandes autores ou dizer que muitos deles me entediam e tem conceitos furados.
Creio que este é um dos motivos pelos quais o mundo se torna cada vez mais burro. Aonde estão os pensadores? Aonde estão as novidades? Aonde está a inteligência com identidade? Aonde estão as evoluções? Estacionamos, de fato.
Não tomo para mim limitações baseadas em cérebros de autores ou de conceitos formados e formatados, eu crio os meus. Eu tenho uma assinatura.