terça-feira, 11 de maio de 2010

10 Comerciais Japoneses Excêntricos

Se tem uma coisa que me motiva a acordar toda manhã são comerciais japoneses. Nossos amigos dos olhos puxados tem uma capacidade de comprar e vender coisas de uma forma tão excêntrica e fácil que chega a me comover. Vamos então contemplar a fofa e cantarolante publicidade japoronga:

1
Olha como se vende suco de vegetais pra crianças. Esse popipo é o rei dos popipos pra sempre. (prepare-se porque durante uma semana isso vai bloquear a sua mente)



2 Comerciais de pretzels se superam dia após dia



3
Sensualizando com popipo



4 Esse é muito chato, eu to avisando, cuidado pra não fazer o ninja e quebrar a tela.



5
Lá, uma mulher vende chá dançando vestida de galinha



6
Um pote de arroz te convence fácil



7
Ainda estou por entender esse



8
Toilet feliz



9
Quando digo que eles vendem tudo, é tudo mesmo, calças pra dedos por exemplo.




10
Comercial de pipipipipizza

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dissertando-me

Elaborado com trechos de Caio Fernando Abreu


O que havia me mantido viva hoje era a ilusão ou a esperança dessa coisa, "esse lugar confuso", o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida.
Dizia qualquer coisa como "a realidade não importa, o que importa é a ilusão", no que eu concordava plenamente.

Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado.
Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida e fico horas sem pensar absolutamente nada.
Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém.

É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado.

Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraca para entrar.
Não sei o que faço, onde fico: tenho muito medo, mas confio em Deus. E apesar do medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.

Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.
Depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro.

Penso: quando você não tem amor, você ainda tem as estradas.

Tenho várias teorias novas sobre a futilidade como arma essencial para a sobrevivência nestes hard times.
E não sou sequer promíscuo. Dum romantismo não pós, mas pré todas as coisas - um romantismo que exige sexualidade e amor juntos.

Ainda vai ter uma festa que eu vou dançar até o sapato pedir pra parar… Aí eu paro, tiro o sapato e danço o resto da vida.

Deixa que a loucura escorra em tuas veias. E quando te ferirem, deixa que o sangue jorre enlouquecendo também os que te feriram.

Pós-traumático

Elaborado com trechos de Caio Fernando Abreu


Estou sendo muito honesto ao te contar essas coisas, poderia facilmente escondê-las: sei que me arrisco a te chocar, te ferir, te agredir.

Alguém lhe prometeu um reino certa vez, um reino de paz e amor, e você está esperando esse reino. Só nesse dia, quando o encantamento quebrar e o seu reino for revelado, só nesse dia todos vão saber que você sempre foi uma princesa.
Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções.

Penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. Penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê e nem por quê. Revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e nem muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome.
Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro.

E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que você visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo que talvez eu não quisesse que você soubesse que eu era eu, e eu era.
Tão boa atriz que ninguém percebeu minha péssima atuação.
Quero ser o que eu sou, eu sou eu sou amor da cabeça aos pés. Pode agredir, quando chegar o Apocalipse é que a gente vai ver...

Eu dizia que "gostava" de você, que sentia saudade de você, que eu precisava de você, que eu "não conseguia viver sem você". Mas não era amor.
Na verdade eu não me impressiono com mais nada. E quer saber duma coisa? Se acabou mesmo dou a maior força. Acho maravilhoso ter acabado.

Disseste de repente que precisavas ter os pés na terra, porque se começasses a voar como eu, todas as coisas estariam perdidas.
Mas eu te ouvia dizer que sabias ser necessário fazer uma opção, e você fez sua opção, por comodidade, para não te mexeres daquele canto um pouco escuro e um pouco estreito, mas teu. Porque sabias também que em todos os de repentes eu estaria abrindo as asas sobre um desconhecido talvez intangível para ti.

Fantasiei. Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena.
Derrepente me toquei: Ah, então foi pra ele que eu dei meu coração e tanto sofri? Amor é falta de QI, tenho cada vez mais certeza.

Resolvi ser equilibrista, não me apoiar em nada nem ninguém, sem muletas ou bengala. 'Danem-se', repeti olhando enfrentativa em volta.
Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais.

Não, você não sabe, você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo.

É dificil aprisionar os que tem asa.

Crosta

formulado apenas com trechos de Caio Fernando Abreu


É uma relação bonita, que eu quero preservar e deixar crescer.
Acontece porém que não tinhamos nenhum preparo algum para dar nome ás emoções,nem mesmo para tentar entendê-las.
Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário.
E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça.
Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido. Mas foi bonito. Não tinha importância que não desse muito certo. — Repetiu: — Nós só tínhamos dezesseis anos.
Nós nos inventamos um ao outro porque éramos tudo o que precisávamos para continuar vivendo. Deu vontade de ficar mais tempo junto, deu vontade de levar essa história até o fim.
Na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.
Não, não sei o que gostaria que você me dissesse. Dorme, quem sabe, ou está tudo bem, ou mesmo esquece, esquece. Não consigo.
Mudei, embora continue o mesmo. Sei que você compreende.
É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ensine a pescar


O erro das filantropias é achar que dar o peixe na mão vai solucionar os problemas.
Dê o peixe, antes, ensine a pescar!
Se você der só o peixe, quando ele acabar, a pessoa vai continuar com fome, mas se você ensinar a pescar, mesmo que o peixe acabe, ela não vai passar mais fome.
Dessa forma oferecemos uma ajuda definitiva, verdadeiramente eficaz e que não cria comodismos e até mesmo supostas maladragens.

Se hoje eu fosse realizar um projeto filantrópico, eu faria um projeto que ensinasse pessoas a pescar das mais diversas formas. Seja em workshops, aulas, ou qualquer projeto de ensino. E se eu fosse dar uma doação, seria uma doação que seria útil como objeto de trabalho.
Temos tantas pessoas que tem mil talentos que podem ser lucrativos: costura, maquiagem, artes, culinária...
Em Uberlândia, existe um dos projetos sociais mais eficazes que eu já vi, e que é um exemplo, chama-se Cooking For Life. É um projeto fundado por uma cristã inglesa que mora no Brasil. Ela convocou profissionais para ensinar pessoas carentes, envolvidas com drogas, de baixa renda e afins a serem garçons e trabalharem no setor de gastronomia. São aulas que acontecem em um bairro muito pobre de Uberlândia, onde além de terem a oportunidade (que nunca tiveram) de se tornarem profissionais qualificados, eles escutam e provam do amor e da Palavra de Deus.
Dali já sairam muitas pessoas qualificadas que sustentam suas casas com seu trabalho e que foram transformadas pelo amor e as palavras pregadas naquele lugar. Pessoas livre de drogas, de depressão e de total miséria.
O projeto também conta com um restaurante, onde os alunos trabalham e exercem o que aprenderam na prática.

Há também projetos onde se realizam cursos intensivos e gratuitos de várias atividades lucrativas e que motivam pessoas a sair do comodismo e dão a elas uma oportunidade que nunca tiveram! E de brinde, escutam palavras transformadoras para o espírito! Doações são feitas SIM, mas a vara vem junto com o peixe!

Desejo mais projetos que dêem varas de presente ao invés de peixes, assim como faz o Cooking For Life e vários outros projetos de "pesca" pelo mundo afora!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

M.I.A - Born Free

Se você diz que quer mudar uma realidade, aprenda a encara-la como ela é primeiro.
Todo mundo sabe que eu sou fã da M.I.A, não só porque ela faz música boa, mas porque ela pensa! O protesto dela não é carinhoso e cheio de criançinhas de mãos dadas, é agressivo e mostra as coisas como elas realmente são.
Sem medo de agredir, sem medo de mostrar o que é real.

M.I.A, Born Free from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.

A Ilusão das Igrejas-ONU


Por que as igrejas estão querendo se tonar ONUs com Bono Vox e Angelinas á frente?

Já dei aqui minha opinião sobre filantropia, mas vou esclarecer melhor minha opinião sobre o assunto. Podem discordar, mas estou dissertando em cima de fatos.

Não entendo o motivo de filantropia ser colocada em primeiro lugar em igrejas e ministérios, pelo seguinte motivo:
Ninguém nunca vai parar de ter problemas.

É inútil tentarmos resolver problemas materiais/físicos, uma vez que isso tudo é passageiro.
A condição humana está sempre nos trazendo problemas de saúde e financeiros, mesmo que um se resolva, sempre outro está perto de vir e dentro desses limites, qual a utilidade de nos empenharmos em resolver um desses problemas?
Pode falar que isso reflete a Cristo e até pode refletir, mas se não priorizarmos o conhecimento ao invés da filantropia, no problema seguinte o beneficiado vai esquecer totalmente o que viu e aprendeu com a ajuda passada.
Qual a diferença do que algumas igrejas fazem para o que o Chico Xavier, a Xuxa, a Angelina Jolie ou qualquer instituição de seguimento religioso faz? Nenhuma.
A não ser pelo fato de que os cristãos protestantes ainda estão bem atrás do que outros seguimentos de crenças fazem a tempos!

Outro detalhe importantíssimo e que não devemos temer analisar por medo de sermos julgados frios e calculistas, é que muitas pessoas que são beneficiadas por filantropias são extremamente malandras. Sustentamos pessoas na base da malandragem. Sabemos que muitos pais de famílias carentes não trabalham porque sabem que todo mês vai vir algum grupo ativista pra sustentar a casa e muitos até vendem o que é doado a eles.
Garotos de rua tem táticas infalíveis de comover pessoas na rua para ganhar objetos que vão vender em troca de crack.
Quando chegamos em algumas instituições carentes e em alguns lugares precários, já nos deparamos com crianças pedindo exatamente o brinquedo ou guloseima que querem porque já estão acostumados com o comodismo da lerdeza sentimental de muitos.
A maioria dos mendigos não saem das ruas porque é comodo se sustentar das "boas-intenções" de pessoas.
Se quer ajudar alguém em questões físicas/materiais, ao menos seja esperto. No "ajudar ao próximo", devemos ser muito mais racionais do que emocionais. Devemos saber que muitas vezes o NÃO é mais saudável.
Quando aquela criança miserável que ganhou a boneca da vitrine da loja crescer e a vida dela continuar a mesma decadência, ela vai ver que aquela boneca não foi nada mais que uma ilusão, e sim, isso pode gerar uma revolta.
É muito pior oferecer um sonho limitado que uma hora vai acabar e quando a pessoa acordar ela pode ficar muito revoltada com a sensação do "doce ter acabado".

Na maioria dos casos, quando realiza-se um movimento filantrópico, as pessoas beneficiadas só estão lá pelo material a ser oferecido, se o grupo beneficiador aparecer sem nada material, só com palavras, é raro ter quem dê ouvidos.

Acho totalmente válido ajudar alguém materialmente, mas desde que isso seja muito bem analisado e acompanhado de CONHECIMENTO. A esperança que vem pelo conhecimento da Palavra e não pela ilusão do objeto.
Acredito que muitas vezes um abraço ou uma palavra na hora certa, são muito mais válidos que uma cesta básica.

Vamos nos preocupar em resolver questões da alma, do espírito, estudar formas de como levar palavras e não ilusões, uma esperança verdadeira e não passageira.

O espírito permanece, enquanto o corpo perece.

A questão é simples: Ao invés de dar o peixe, ensine a pescar!