sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cais ao meus navios


Não acredito que seja tão assustador querer só poder deitar no travesseiro, no meu travesseiro, e dormir em paz, sem pensar em suposições ou em medos.
Ter toda a segurança de ficar um sábado em casa.

Queria estabilidade. Queria dormir com um rosto do lado que eu soubesse que seria o mesmo na semana seguinte, o mesmo semblante.

Queria não estar cansada, que o que me da descansos momentaneos fosse um descanso de fato, e não uma falta de paz subjetiva.
Eu queria ser o descanso do meu fardo,
mas um navio que não se tem nem se quer rumo, não pode ter um porto seguro.
Ao menos, dê porto aos meus navios.

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